Screaming Trees - Sweet Oblivion

Com o lançamento deste álbum, a banda conquistou público e boas críticas, ganhando status de salvadores do rock. Com a grande vinculação da música Nearly Lost You pelas mídias (rádio e TV), a banda acabou tendo um sucesso inesperado pelos músicos. Cada música é intercalado por um DJ de rádio, interpretado por músicos e amigos da banda. A sonoridade deste album é mais pesada do que o antecessor Uncle Anesthesia.

Por Wikipédia, a enciclopédia livre

01. “Shadow of the Season” 4:34 L. Conner/Lanegan
02. “Nearly Lost You” 4:07 L. Conner/V. Conner/Lanegan
03. “Dollar Bill” 4:35 V. Conner/Lanegan
04. “More or Less” 3:11 L. Conner/V. Conner/Lanegan
05. “Butterfly” 3:22 L. Conner/V. Conner/Lanegan
06. “For Celebrations Past” 4:09 L. Conner/V. Conner/Lanegan/Martin
07. “The Secret Kind” 3:08 L. Conner/V. Conner/Lanegan/Martin
08. “Winter Song” 3:43 L. Conner/Lanegan
09. “Troubled Times” 5:20 L. Conner/V. Conner/Lanegan/Martin
10. “No One Knows” 5:13 L. Conner/Lanegan
11. “Julie Paradise” 5:05 V. Conner/Lanegan

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Postado por: Zumbilly




L7 - Bricks are Heavy

Então, a banda surgiu em 85, Los Angeles, berço de inúmeras bandas do caralho, e logo conseguiu contrato com a Epitaph, selo muito respeitado nos anos 90, por gravar ótimas bandas de punk-rock, de propriedad do Mr. Brett (Ex-guitarrista ou não tão ex assim do Bad Religion), mas que hoje em dia é conheçido como “Emo”taph, graças ao novo mercado musical que temos. Lançam o primeiro disco em 88, e são contratados por outra gravadora fudida dos EUA, a Sub Pop, grande nome do rock indie 90’s. Lá lançam em 90, o ótimo Smell The Magic, e em 92 o álbum tão filha da puta que é Bricks Are Heavy.
Assim com o Nirvana, o L7 é taxado de Grunge, mas que se você for prestar atenção é quase um punk rock. Logo que eu vi esse cd pela primeira vez, vi a primeira música e pensei: “Essas gurias têm atitude, botar nome de uma música Wargasm, puta que pariu!”. É, eu não tava errado, é isso mesmo rebeldia meu filho! Som sujo pra caralho (Grunge? ãh), com ritmos alucinantes, vocal rasgado, linhas de baixo quadradas e bem marcadas, e todo o poder que só uma banda feminina têm.
Esse é pra você que curti um som dos anos 90, esse cd é essêncial.

Por Fukt MP3 Storage

1. “Wargasm” (Sparks) – 2:40
2. “Scrap” (Sparks, Gurewitz) – 2:53
3. “Pretend We’re Dead” (Sparks) – 3:53
4. “Diet Pill” (Sparks) – 4:21
5. “Everglade” (Finch, Ray) – 3:18
6. “Slide” (Gardner, Sparks) – 3:37
7. “One More Thing” (Finch) – 4:07
8. “Mr. Integrity” (Sparks) – 4:06
9. “Monster” (Gardner) – 2:56
10. “Shitlist” (Sparks) – 2:55
11. “This Ain’t Pleasure” (Gardner, Caivano) – 2:52

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Pretend We’re Dead - L7

Postado por: Zumbilly




Nirvana - In Utero

Já que esse é o primeiro tópico, vamos começar do começo .. hehe .. mais ou menos do começo, tá certo que eu ja escutava outras coisas e até ja conhecia o Nirvana por causa das incontáveis vezes que tocava Smells Like Teen Spirit nas rádios, mas o primeiro disco que embarulhou (nem sei se existe essa palavra) minha infanto pré - adolescente cabecinha foi sem dúvida o In Utero .

O ano era 1994 e eu tinha 11 anos, quando eu estava na casa de um amigo fazendo o mesmo de sempre, jogando bola com longas pausas escutando música, aí foi que ele colocou pra tocar esse disco, e foi amor a primeira escutada, ao contrário de muitos, acho que a maioria, eu só me interessei em escutar o Nevermind depois de me embriagar muito com o In Utero.

Sobre essa obra prima eu nem vou comentar muito não, além de dizer que para mim é o disco “pesado e sujo”, mas “leve e limpo” de toda a história. Eu só queria fazer uma nota de que comecei a escutar Nirvana meses antes da morte de Kurt, e que com certeza foi uma das maiores perdas que minha geração teve (não só a minha, claro) e como eu gostaria poder escutar um disco inédito com a voz de Kurt Cobain….

Nesse clima eu vou postar aqui uma parte de um texto que li no blog http://www.stayfree.blogspot.com, que não apenas me influenciou a fazer de Nirvana minha primeira postagem, como também Stay Free, me influenciou a fazer um blog no mesmo estilo.
A autora do texto é Miriam Maidana, psicóloga, escritora, blogueira e já trabalhou em uma famosa rádio de rock de Buenos Aires tendo a honra de passar o 42º aniversário de Joey Ramone em sua companhia (é sério, duvida? veja aqui) ..

Como eu já disse acima, aqui está somente um trecho, quem quiser ler o texto na íntegra (em castelhano) é so acessar: http://stayfree.blogspot.com/search/label/vida%20de%20ratas

Até aqui por Zumbilly Arcanno

” Kurt Cobain colocou seus ossos em Ezeiza (Aeroporto Internacional de Buenos Aires) dia 29 de outubro de 1992. E quando eu digo seus ossos, não metaforizo: já estava por completo tomado pela heroína. Tinha se casado, tinha nascido sua filha e sua banda tocava nos elevadores.

E negócio é negócio, e Kurt veio a Argentina no contexto uma a um (quando o dollar e o peso argentino eram cotados no mesmo valor), com Menem deixando a metade da população na miséria e dando a alguns privilegiados shows internacionais: dois por semana.

A primeira coisa que devem saber é o seguinte: para o negócio, os mortos são úteis. Se multiplicam as camisas, dvds, inéditos e até diários íntimos.
Alguém morre. Um corpo morre. Uma pessoa morre. Um pai, um amigo, um amante, um marido, um filho morre.
Antes tinha vendido 5 milhões de discos. Tinha inscrito seu nome em mil revistas. Gravou acústicos na MTV, saiu na capa da revista Rolling Stone e milhões levam seu rosto em camisas, mochilas e posters.
Mas antes de morrer Kurt Cobain esteve vivo.

Kurt Cobain nasceu em Aberdeen, Washington, dia 20 de fevereiro de 1967. Foi ao colégio, e o deixou. Montou uma banda e distorceu. Até aí tudo bem.
Chegou um produtor e arrumou a distorção . A enfeitou. Explodiu Nirvana. Cheirou como espírito adolescente, On a plain. E as véias de Cobain não paravam de inchar-se de heroína. Isso já é mais In Utero …

Alguém, alguns, nos fizeram crer que isso é glamouroso: os corpos infectados de drogas pesadas, as véias tapadas, os corpos magros.
E Cobain foi um bom aluno: ninguém se importava que seus shows ás vezes eram impossíveis, os desmaios nos palcos, as entradas e saídas de hospitais.
Esse “Nevermind!” estampado, falsamente estampado. Ninguém se deteve a olhar nos olhos de Cobain, a dor de Cobain.

Eu fui a Vélez (Local onde o Nirvana tocou) quando ele veio.
Acordes não davam: Cobain não estava em condições, e por certo que Nirvana era Cobain.
Estive em Vélez.
Vieram Los Brujos (banda argentina), e fizeram um show do caralho. Subiram as Calamity Jane, e as pessoas começaram a cansar: as vaias e gritos escondiam as canções. Jogaram de tudo nelas! Dizem, os que sabem, que Cobain se irritou, umas das Calamity era namorada de Novoselic ou algo no estilo. Ou eram amigas dele. Ou ele estava em abstinência … sei lá …

O comunicado oficial desculpou: “Dor de estômago”. Nos corredores se escutava: “Hemorragias, tremedeiras ..” Cobain tocou de costas. E não tocou (ainda que brincou de tocá-la alguns momentos) Smell Like Teen Spirit.
E não disse uma palavra. Não fez nenhum bis. E foi como subiu: irritado.
Ao meu lado, Los Kuryaki (outra banda argentina) gritavam que era o melhor show que já viram em suas vidas. E muitos o endeusaram. Eu não disfrutei tanto: Cobain se desintegrava diante de nossos olhos. Não podia olhar o público. Não podia falar. Eu acredito que não foi somente porque as Calamity Jane eram suas convidadas. Esteve toda sua estadia na Argentina em um quarto do Sheraton (hotel de luxo em Buenos Aires). Por fim, pressionado aceitou falar com um meio argentino (Clarín) e segundo o jornalista, ele ficou mais tempo do que tinham combinado de tão bem que estava.

Pouco tempo depois ele teve uma overdose (outra mais) na Itália, com internação. Alguns meses depois se matou. O que fazem os caras que são felizes e não estão bem, não é verdade ?

Passaram-se anos do show.
E eu continuo pensando o mesmo. Se tivessem deixado Cobain tocando na garagem, hoje talvez ele escreveria canções novas.
Pense nos Melvin en Niceto (Casa de shows em Buenos Aires) faz algumas semanas. Cobain os amava: nunca foram famosos, salvo para um gueto. Foi a primeira banda que ele fez teste e foi reprovado. Cobain não queria explodir, isso está claro. Lhe explodiram as véias de tanto tóxico. Hoje talvez eu acabe com sua ilusão, mas pensem: as drogas pesadas fazem merda com as pessoas.”

Trecho da matéria THE MAN WHO SOLD THE WORLD, escrita por Miriam Maidana

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