Fun People - Kum Kum (Reedición)

Poucos discos “atuais” refletem tão bem o espírito Punk quanto Kum Kum do Fun People. O espírito que eu falo é no sentido da transgressão, da quebra de padrões. Hoje em dia muitas bandas tocam três acordes e cantam letras de protesto ( mas você tem de ser craque neste último quesito para sua mensagem não soar boba ), mas nenhuma pegou essa forma e misturou com tantos estilos, sem soar apelativo, como o Fun People.

Vindos da Argentina e liderados pelo talentosíssimo vocalista Nekro, a banda atualmente não está mais na ativa. Depois da saída de Gori, guitarrista, Nekro se viu com a difícil tarefa de continuar com as composições e então decidiu começar do zero, com banda e nome novo : Boom Boom Kid. Mas o que interessa aqui é Kum Kum, que em suas 21 faixas, mistura Pop, Ska, Reggae, Metal e Hardcore, sempre passando pelo “filtro” do Punk rock. Letras em inglês e em sua língua pátria, ora falando em sentimentos, como em “Kiss me” ou conscientizadoras, como no reggae “Come on”.

Por Daniel Braga

01- mother earth
02- kiss me
03- easy to come
04- world of hate
05- skateboard from hell
06- end of the world
07- far away
08- pilar
09- masticar
10- sundays
11- kops (will stop you)
12- B.O.A.O.
13- poorman
14- badman
15- at home
16- lolita
17- rebel pose
18- boxing bear
19- sometimes
20- come on
21- 9 años
22- barefoot

– Bônus incluídos na reedição

23- querido
24- facil volver
25- mundo de odio X jeff phillips
26- ragazza
27- stay free
28- sonata d’ amore
29- point Of lovely sun

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Matanza - A arte do insulto

No penúltimo álbum, “A Arte do Insulto”, o Matanza explora diversos elementos da música tradicional irlandesa, adicionando generosa influência de Slayer e Motorhead.

Por Wikipédia, a enciclopédia livre

1. A Arte do Insulto
2. Clube Dos Canalhas
3. O Chamado do Bar
4. Sabendo Que Eu Posso Morrer
5. Quem Perde Sai
6. Meio Psicopata
7. Eu Não Gosto de Ninguém
8. O Caminho da Escada e da Corda
9. Ressaca sem Fim
10. Tempo Ruim
11. Quem Leva A Sério O Quê?
12. Whisky para um condenado
13. Estamos Todos Bêbados

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Pixies - Bossanova

Bossanova é o terceiro álbum da banda americana de rock alternativo Pixies, lançada em agosto de 1990, pela gravadora inglesa independente 4AD. Todas as músicas do Bossanova foram escritas pelo frontman Black Francis, que marcou o ponto onde o seu controle artístico sobre a banda se tornou absoluto. O som do álbum, inspirado por surf music e space rock, letras com referências alienígenas e objetos voador não identificado.

Por Wikipédia, a enciclopédia livre

1. “Cecilia Ann” – 2:05
2. “Rock Music” – 1:52
3. “Velouria” – 3:40
4. “Allison” – 1:17
5. “Is She Weird” – 3:01
6. “Ana” – 2:09
7. “All Over the World” – 5:27
8. “Dig for Fire” – 3:02
9. “Down to the Well” – 2:29
10. “The Happening” – 4:19
11. “Blown Away” – 2:20
12. “Hang Wire” – 2:01
13. “Stormy Weather” – 3:26
14. “Havalina” – 2:33

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The Suicides Machine - Destruction by Definition

Destruction by Definition is the debut album by the Detroit, Michigan punk rock band The Suicide Machines, released in 1996 by Hollywood Records. It was the band’s first full-length album and established their presence in the mid-1990s punk rock mainstream revival. The album’s musical style blends elements of hardcore punk and ska, which contributed to the band’s style being described as ska punk or “skacore.” Music videos were filmed for the singles “No Face” and “S.O.S” with “No Face” reaching #31 on Billboard’s Modern Rock charts

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1. “New Girl” – 2:03
2. “S.O.S.” – 2:25
3. “Break the Glass” – 3:08
4. “No Face” – 1:53
5. “Hey” – 2:35
6. “Our Time” – 2:06
7. “Too Much” – 2:07
8. “Islands” – 2:04
9. “The Real You” – 2:01
10. “Face Values” – 1:21
11. “Punk Out” – 2:56
12. “Vans Song” – 2:37
13. “Insecurities” – 1:51
14. “Inside/Outside” – 1:48
15. “Zero” – 1:48
16. “So Long” – 4:26 / “I Don’t Wanna Hear It” (written & originally performed by Minor Threat]

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Sepultura - Arise

Arise é o quarto álbum da banda Sepultura, lançado em 1991 pela Roadrunner Records. Esse álbum foi o que definitivamente lançou o Sepultura ao estrelato nacional e internacional. É extremamente bem composto e tem letras inteligentes, que criticam problemas sociais e políticos usando como metáfora o cenário de um mundo pós-apocalíptico, destruído pelos abusos dos seres humanos.

As músicas são um pouco mais lentas que no álbum antecessor, Beneath the Remains, porém são extremamente pesadas, e muito mais profundas. O vocal de Max Cavalera está muito mais agressivo, mais bem gravado. As guitarras estão em perfeita sintonia, e o trabalho de Andreas Kisser é impecável, tanto nos riffs quanto nos solos. O baixo de Paulo Jr. marca perfeitamente o tempo das músicas e reforça a agressividade da bateria de Igor Cavalera, que conduz as composições de um jeito apocalíptico, no melhor sentido do termo, juntando técnica, força e velocidade. Finalmente o Sepultura tem seu tão merecido reconhecimento, sendo considerado durante a turnê de divulgação deste álbum um dos gigantes do mundo do metal.

Por Wikipédia, a enciclopédia livre

“Arise” - 3:18
“Dead Embryonic Cells” - 04:52
“Desperate Cry” - 06:41
“Murder” - 03:27
“Subtraction” - 04:48
“Altered State” - 06:34
“Under Siege (Regnum Irae)” - 04:54
“Meaningless Movements” - 04:40
“Infected Voice” - 03:19
“Orgasmatron” (cover do Motörhead)- 04:43*
“Intro” - 01:32**
“C.I.U. (Criminals In Uniforms)” - 04:17**
“Desperate Cry” (Scott Burns mix) - 06:43**

‘*’ A faixa 10 está disponível apenas no lançamento brasileiro.
‘**’ As faixas 11-13 estão disponíveis apenas no relançamento de 1997.
senha: www.bunalti.com

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Teenage Fanclub - Thirteen

Thirteen é o quarto álbum da banda escocesa de rock alternativo Teenage Fanclub. Foi lançado em 1993. Eu não conheci o Teenage na época de lançamento desse álbum, mais foi o primeiro que escutei devido ao clipe da música Hang On e gostei de cara .. pra mim esse é o melhor álbum ou o que eu mais escutei !! Mais pra frente vou fazer um especial dessa banda aqui no Zumbilly Songs .

1. “Hang On” (Love)
2. “The Cabbage” (Blake)
3. “Radio” (Love)
4. “Norman 3″ (Blake)
5. “Song to the Cynic” (Love)
6. “120 Mins” (McGinley)
7. “Escher” (McGinley)
8. “Commercial Alternative” (Blake)
9. “Fear of Flying” (Love)
10. “Tears Are Cool” (McGinley)
11. “Ret Liv Dead” (Blake)
12. “Get Funky” (O’Hare)
13. “Gene Clark” (Love)

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Sublime (álbum)

Sublime é o terceiro e último álbum de estúdio da banda Sublime. Originalmente chamaria-se Killin’ It, mas tanto a banda quanto a gravadora concordaram em substituir o nome devido ao falecimento do vocalista e líder da banda Bradley Nowell antes do lançamento do álbum. O disco foi o mais bem sucedido do Sublime, ganhando a platina cinco vezes em 1999, elevando a banda como uma referência do rock alternativo da década de 1990.

Os estilos musicais pelo álbum variam, passando do reggae “Caress Me Down” ao pop rock de “What I Got” e o punk rock de “Paddle Out”. Essa diversidade expressada no álbum é considerada um dos principais fatores para seu sucesso na média geral. O álbum marcou a entrada da banda em uma grande gravadora (MCA), após lançamentos anteriores na Skunk Records.

Por Wikipédia, a enciclopédia livre

1. “Garden Grove” – 4:21
2. “What I Got” – 2:51
3. “Wrong Way” – 2:16
4. “Same in the End” – 2:37
5. “April 29, 1992 (Miami)” – 3:53
6. “Santeria” – 3:03
7. “Seed” – 2:10
8. “Jailhouse” – 4:53
9. “Pawn Shop” – 6:06
10. “Paddle Out” – 1:15
11. “The Ballad of Johnny Butt” – 2:11
12. “Burritos” – 3:55
13. “Under My Voodoo” – 3:26
14. “Get Ready” – 4:52
16. “Caress Me Down” – 3:32
17. “What I Got (Reprise)” – 3:02
18. “Doin’ Time” – 4:14

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Weezer (The Blue Album)

Não é necessário gostar do Weezer para perceber a extensão da influência e o peso que a banda teve na década de 90 para a germinação do indie rock e do punk-pop do jeito que ele é conhecido hoje. O cenário alternativo da música não seria o mesmo sem Rivers Cuomo (frontman, vocal e guitarra), Patrick Wilson (bateria e vocais), Brian Bell (guitarra e vocais) e Scott Shriner (baixo e vocais).

A estréia da banda foi em 1994. O debut, Weezer, foi apelidado mais tarde, pela mídia e pelos fãs, como Blue Album, em uma alusão à capa azul com uma foto dos membros da banda dispostos lado a lado. O disco foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, fazendo do Weezer um verdadeiro “fenômeno underground”, por mais estranha que a expressão possa parecer.

Cuomo se tornou um ídolo nerd e ninguém conseguia parar de cantar “Undone: The Sweater Song”, “Say It Ain’t So” e, principalmente, o hit supremo e uma das mais conhecidas canções pop da história: “Buddy Holly”. Letras irônicas e espertas (“The World Has Turnded And Left Me Here”), guitarras energéticas (“Surfwax America”) e o ótimo timbre de voz de Cuomo eram ingredientes que formavam melodias empolgantes e fizeram do Blue Album um dos melhores discos da década de 90. Um álbum original que serviu de alternativa para quem queria fugir do grunge que predominava na época.

Por Mariana Mandelli

1. My Name Is Jonas
2. No One Else
3. The World Has Turned And Left Me Here
4. Buddy Holly
5. Undone - The Sweater Song
6. Surf Wax America
7. Say It Ain’t So
8. In The Garage
9. Holiday
10. Only In Dreams

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Nirvana - In Utero

Já que esse é o primeiro tópico, vamos começar do começo .. hehe .. mais ou menos do começo, tá certo que eu ja escutava outras coisas e até ja conhecia o Nirvana por causa das incontáveis vezes que tocava Smells Like Teen Spirit nas rádios, mas o primeiro disco que embarulhou (nem sei se existe essa palavra) minha infanto pré - adolescente cabecinha foi sem dúvida o In Utero .

O ano era 1994 e eu tinha 11 anos, quando eu estava na casa de um amigo fazendo o mesmo de sempre, jogando bola com longas pausas escutando música, aí foi que ele colocou pra tocar esse disco, e foi amor a primeira escutada, ao contrário de muitos, acho que a maioria, eu só me interessei em escutar o Nevermind depois de me embriagar muito com o In Utero.

Sobre essa obra prima eu nem vou comentar muito não, além de dizer que para mim é o disco “pesado e sujo”, mas “leve e limpo” de toda a história. Eu só queria fazer uma nota de que comecei a escutar Nirvana meses antes da morte de Kurt, e que com certeza foi uma das maiores perdas que minha geração teve (não só a minha, claro) e como eu gostaria poder escutar um disco inédito com a voz de Kurt Cobain….

Nesse clima eu vou postar aqui uma parte de um texto que li no blog http://www.stayfree.blogspot.com, que não apenas me influenciou a fazer de Nirvana minha primeira postagem, como também Stay Free, me influenciou a fazer um blog no mesmo estilo.
A autora do texto é Miriam Maidana, psicóloga, escritora, blogueira e já trabalhou em uma famosa rádio de rock de Buenos Aires tendo a honra de passar o 42º aniversário de Joey Ramone em sua companhia (é sério, duvida? veja aqui) ..

Como eu já disse acima, aqui está somente um trecho, quem quiser ler o texto na íntegra (em castelhano) é so acessar: http://stayfree.blogspot.com/search/label/vida%20de%20ratas

Até aqui por Zumbilly Arcanno

” Kurt Cobain colocou seus ossos em Ezeiza (Aeroporto Internacional de Buenos Aires) dia 29 de outubro de 1992. E quando eu digo seus ossos, não metaforizo: já estava por completo tomado pela heroína. Tinha se casado, tinha nascido sua filha e sua banda tocava nos elevadores.

E negócio é negócio, e Kurt veio a Argentina no contexto uma a um (quando o dollar e o peso argentino eram cotados no mesmo valor), com Menem deixando a metade da população na miséria e dando a alguns privilegiados shows internacionais: dois por semana.

A primeira coisa que devem saber é o seguinte: para o negócio, os mortos são úteis. Se multiplicam as camisas, dvds, inéditos e até diários íntimos.
Alguém morre. Um corpo morre. Uma pessoa morre. Um pai, um amigo, um amante, um marido, um filho morre.
Antes tinha vendido 5 milhões de discos. Tinha inscrito seu nome em mil revistas. Gravou acústicos na MTV, saiu na capa da revista Rolling Stone e milhões levam seu rosto em camisas, mochilas e posters.
Mas antes de morrer Kurt Cobain esteve vivo.

Kurt Cobain nasceu em Aberdeen, Washington, dia 20 de fevereiro de 1967. Foi ao colégio, e o deixou. Montou uma banda e distorceu. Até aí tudo bem.
Chegou um produtor e arrumou a distorção . A enfeitou. Explodiu Nirvana. Cheirou como espírito adolescente, On a plain. E as véias de Cobain não paravam de inchar-se de heroína. Isso já é mais In Utero …

Alguém, alguns, nos fizeram crer que isso é glamouroso: os corpos infectados de drogas pesadas, as véias tapadas, os corpos magros.
E Cobain foi um bom aluno: ninguém se importava que seus shows ás vezes eram impossíveis, os desmaios nos palcos, as entradas e saídas de hospitais.
Esse “Nevermind!” estampado, falsamente estampado. Ninguém se deteve a olhar nos olhos de Cobain, a dor de Cobain.

Eu fui a Vélez (Local onde o Nirvana tocou) quando ele veio.
Acordes não davam: Cobain não estava em condições, e por certo que Nirvana era Cobain.
Estive em Vélez.
Vieram Los Brujos (banda argentina), e fizeram um show do caralho. Subiram as Calamity Jane, e as pessoas começaram a cansar: as vaias e gritos escondiam as canções. Jogaram de tudo nelas! Dizem, os que sabem, que Cobain se irritou, umas das Calamity era namorada de Novoselic ou algo no estilo. Ou eram amigas dele. Ou ele estava em abstinência … sei lá …

O comunicado oficial desculpou: “Dor de estômago”. Nos corredores se escutava: “Hemorragias, tremedeiras ..” Cobain tocou de costas. E não tocou (ainda que brincou de tocá-la alguns momentos) Smell Like Teen Spirit.
E não disse uma palavra. Não fez nenhum bis. E foi como subiu: irritado.
Ao meu lado, Los Kuryaki (outra banda argentina) gritavam que era o melhor show que já viram em suas vidas. E muitos o endeusaram. Eu não disfrutei tanto: Cobain se desintegrava diante de nossos olhos. Não podia olhar o público. Não podia falar. Eu acredito que não foi somente porque as Calamity Jane eram suas convidadas. Esteve toda sua estadia na Argentina em um quarto do Sheraton (hotel de luxo em Buenos Aires). Por fim, pressionado aceitou falar com um meio argentino (Clarín) e segundo o jornalista, ele ficou mais tempo do que tinham combinado de tão bem que estava.

Pouco tempo depois ele teve uma overdose (outra mais) na Itália, com internação. Alguns meses depois se matou. O que fazem os caras que são felizes e não estão bem, não é verdade ?

Passaram-se anos do show.
E eu continuo pensando o mesmo. Se tivessem deixado Cobain tocando na garagem, hoje talvez ele escreveria canções novas.
Pense nos Melvin en Niceto (Casa de shows em Buenos Aires) faz algumas semanas. Cobain os amava: nunca foram famosos, salvo para um gueto. Foi a primeira banda que ele fez teste e foi reprovado. Cobain não queria explodir, isso está claro. Lhe explodiram as véias de tanto tóxico. Hoje talvez eu acabe com sua ilusão, mas pensem: as drogas pesadas fazem merda com as pessoas.”

Trecho da matéria THE MAN WHO SOLD THE WORLD, escrita por Miriam Maidana

Link para download do In Utero

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